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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Brincadeira levada a sério, seriedade levada a brincadeira.

Há alguns dias, os rondonienses se voltaram, ou melhor, se revoltaram contra um comentário feito por Rafinha Bastos em seu DVD 'A arte do insulto' gravado em São Paulo. Durante o show, Rafinha fez várias piadas a respeito dos rondonienses, que por sua vez, ficaram indignados. 
"Se Deus é brasileiro, ele sacaneou Rondônia", disse o comediante em uma das piadas. Esse comentário despertou a "fúria", principalmente, dos mais religiosos. 
Além de comediante, Rafinha também é ator e jornalista. Ocupa, ao lado de Marcelo Tas e Marco Luque, a bancada do programa de humor crítico CQC (Custe o Que Custar), e neste mesmo programa disse que não se arrepende de maneira alguma de ter feito as piadas e ainda brincou dizendo que ele também é feio. 
Mas para que tanta hipocrisia? Será que os rondonienses nunca fizeram brincadeiras ou nunca contaram uma piada relacionada à pessoas de outros lugares? Baiano preguiçoso, cearense cabeça chata, amazonense índio, maranhense cabeçudo, gaúcho veado, acreana safada, português burro, rondoniense feio. 
Por que, ao invés de se preocupar com pequenos acontecimentos, o rondoniense não reverte toda essa fúria para cobrar dos governantes soluções para os verdadeiros problemas do estado, como a situação precária do hospital João Paulo II ou as obras inacabadas dos viadutos de Porto Velho?
Ser feio é normal, mas ficar de braços cruzados diante de situações como essas é burrice. E o que é pior, ser feio ou ser burro?

Rafinha responde aos rondonienses